Em um cenário global cada vez mais acirrado, entender como se destaca uma empresa é fundamental para garantir sua perenidade e crescimento. No contexto brasileiro, apesar de desafios estruturais e macroeconômicos, há exemplos de organizações que superam obstáculos históricos e conquistam mercados internos e internacionais.
Ao longo deste artigo, exploraremos o que significa possuir vantagem competitiva sustentável, identificaremos os principais entraves do “Custo Brasil” e apresentaremos as estratégias adotadas pelas empresas vencedoras. Também traremos dados de sobrevivência empresarial e orientações práticas para investidores, líderes e empreendedores que buscam construir negócios resilientes.
Desafios do Custo Brasil e Fatores Críticos
O relatório Competitividade Brasil da CNI avalia nove fatores determinantes para medir o desempenho do país frente a 17 economias comparáveis. Em 2022, o Brasil subiu para a 16ª posição, mas permanece no terço inferior em sete desses fatores, evidenciando gargalos que elevam custos e inibem a expansão empresarial.
Entre os entraves mais notórios, destacam-se altos tributos, burocracia e infraestrutura deficiente, que oneram investimentos e restringem a competitividade. A seguir, uma síntese dos fatores avaliados:
Segundo Robson Braga de Andrade, presidente da CNI: “Redução do Custo Brasil + adaptação a digitalização e baixo carbono via política industrial de longo prazo” é a combinação necessária para elevar a competitividade nacional.
Estratégias de Empresas Vencedoras
Um estudo com as 100 maiores empresas listadas na B3 (2016–2020) revelou que investimentos em três frentes são determinantes para quem se destaca no Brasil:
- Responsabilidade social corporativa, internacionalização e inovação como pilares estratégicos.
- Gestão de riscos e governança, alinhada a objetivos de longo prazo.
- Fortalecimento de marcas e canais digitais para expansão global.
Empresas que adotam essas táticas costumam ter estrutura financeira robusta e maior resiliência diante de oscilações econômicas. Ainda assim, é surpreendente que 61% das organizações brasileiras não possuam planejamento estratégico formalizado, segundo a Falconi Consultores.
O foco em tecnologia e inovação, por sua vez, aproveita a posição intermediária do país (9º lugar em tecnologia e inovação), transformando-a em vantagem competitiva ao destinar recursos a P&D e automação industrial.
Sobrevivência Empresarial e Escala de Crescimento
Dados do IBGE indicam que cerca de 60% das empresas não ultrapassam a marca de cinco anos de existência. A taxa de sobrevivência varia de acordo com o porte:
- Grandes (50+ funcionários): 60,9% seguem ativas após cinco anos.
- Médias (10–49 funcionários): 55,4% mantêm-se funcionando.
- Pequenas (1–9 funcionários): apenas 35,9% sobrevivem.
No período 2020–2022, houve extinção de 210.714 empresas empregadoras, sobretudo PMEs. No entanto, 405.600 novos negócios foram abertos em 2022, sendo 70.032 de alto crescimento, responsáveis por gerar quatro milhões de empregos.
Os diferenciais observados nas empresas que superam a média de mortalidade incluem método, resiliência, tecnologia e gestão por dados. Além disso, a existência de um plano de continuidade de negócios tem se mostrado essencial para superar crises e manter operações.
Como Identificar Empresas Vencedoras
Ao avaliar potenciais investimentos ou parcerias, considere os seguintes critérios:
- Nível de investimento em pesquisa e desenvolvimento e inovação.
- Grau de gestão orientada a dados para tomada de decisões.
- Escala e sofisticação exportadora, aproveitando o 5º maior mercado interno.
- Integração de práticas sustentáveis, visando economia de baixo carbono.
Organizações que combinam essas características têm maior probabilidade de enfrentar o Custo Brasil e prosperar, tanto em nichos domésticos quanto no mercado internacional.
Tendências e Recomendações para o Futuro
Para empresas que desejam se posicionar como vencedoras, algumas diretrizes se mostram fundamentais:
1. Investir em digitalização de processos e plataformas de análise preditiva.
2. Reduzir o impacto do Custo Brasil por meio de parcerias público-privadas e inovação regulatória.
3. Desenvolver competências internas, promovendo capacitação contínua dos colaboradores.
4. Adotar metas de sustentabilidade ambiental, alinhadas à economia de baixo carbono.
Cada iniciativa reforça o ciclo virtuoso de aumento de produtividade, atração de capital e expansão de mercado. Ao unir eficiência operacional, foco no cliente e inovação tecnológica, as empresas podem romper barreiras históricas e consolidar-se como referências no competitivo cenário global.
Referências
- https://noticias.portaldaindustria.com.br/noticias/competitividade/brasil-tem-primeiro-avanco-no-ranking-de-competitividade-em-12-anos/
- https://navus.sc.senac.br/navus/article/view/1769
- https://d4sign.com.br/blog/taxa-de-sobrevivencia-das-empresas-no-brasil/
- https://academiadeexecutivos.com/seis-a-cada-10-empresas-nao-sobrevivem-apos-5-anos-no-brasil-diz-ibge/
- https://repositorio.ipea.gov.br/items/cc14a488-f06b-44a7-908b-1e5ad9062ff8
- https://www.grupomaximuns.com.br/4407-2/







